Como trabalhadores/as da educação assistimos no município de Nova Guarita (MT) uma das reações mais truculentas de um Executivo Municipal ante a um movimento de paralisação com a justa reivindicação de direitos previstos e regulamentados na Constituição Federal. A posição do prefeito de afronta ao direito constituído chegou ao ponto de o gestor afirmar perante a categoria que preferia perder o cargo do que atender as reivindicações dos grevistas.

Digna de ações fascistas, o prefeito cortou salário de servidores e removeu de Secretaria os motoristas de ônibus escolares por terem aderido ao movimento, e não terem cedido às pressões do Executivo.

A atuação fascista do prefeito chegou ao limite de desrespeitar encaminhamentos do juiz que concedeu 30 dias para que o Executivo apresentasse contraproposta para atendimento da pauta, e de não levar em consideração encaminhamentos da Promotoria Pública na tentativa de resolver o conflito.

Este é um caso típico de um prefeito "fora da lei", uma vez que as reivindicações da categoria jamais extrapolaram o previsto na Constituição Federal.

Lamentavelmente a justiça em Mato Grosso é palco de contradições. Se de um lado houve juiz que encaminhou a favor da resolução do conflito, de outro lado outro magistrado fechou os olhos aos preceitos constitucionais e premiou o Executivo, no descumprimento da lei, ao decretar ilegal a greve dos educadores de Nova Guarita, abrindo margens às retaliações e intimidações por parte do prefeito.

Este encaminhamento por parte da própria justiça coloca em risco o estado de direito na Educação em Mato Grosso. Trabalhadores/as que exigem seus direitos são punidos porque são obrigados a lutar.

Mesmo com o apoio da população e da maioria dos vereadores na Câmara Municipal, o prefeito não foi sensível para com os educadores. Optou pela truculência, desconsiderando os direitos de quem cotidianamente atende, pelo mínimo de quatro horas, os filhos da maioria do povo que está na escola pública.

Ante a possibilidade de mais prejuízos à categoria, aos alunos e familiares pela insensatez do prefeito e do secretario municipal de Educação, os educadores decidiram suspender temporariamente o movimento grevista.

A luta não vai parar! Temos a expectativa de que o Ministério Público e o próprio Judiciário possam reparar os equívocos cometidos pela administração municipal. O estado de direito vale para todos e os princípios da administração pública precisam ser colocados em prática por todos os gestores. Somente assim lograremos políticas públicas de qualidade na educação.

 

Sintep - Livre, Democrático e de Luta!

                    

Cuiabá, MT - 28/09/2011 00:00:00


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